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Como a Psicologia pode nos ajudar a ter uma vida mais plena e feliz?

  • Muzak Ayala
  • 8 de ago. de 2016
  • 3 min de leitura

felicidade psicologia

Não existe uma fórmula única para a felicidade. No entanto, não importa o caminho que vá percorrer para chegar lá, isto é, de uma forma ou de outra você vai acabar se deparando com algo chamado "autoconhecimento".

A frase é "buscar autoconhecimento" ou "conhecer a si mesmo", e é uma das poucas unanimidades sobre felicidade. Procurar se conhecer melhor, saber quais são seus desejos, quais são seus medos, quais as pequenas coisas que fazem você feliz.

Descobrir o que o motiva a agir e como você age no dia a dia. Procurar pensar menos no que outros pensam de você, e não é só da "boca para fora" não, é genuinamente livrar-se de vez dessa "mania de perseguição" de que tem alguém sempre falando da gente, de que são invejosos, etc. Isto pode se tornar até doentio e prejudicial, pois nos impede de sermos mais livres para nos preocuparmos com coisas realmente relevantes.

E como faz para encontrar esse tal "autoconhecimento"?

De certeza, você não vai poder comprar na farmácia ou encontrá-lo em seu site de downloads favorito.

Atualmente existem duas formas de conseguir adquirir autoconhecimento:

1. Se você for uma pessoa autodidata, alguém excepcional, capaz de enxergar a si mesmo não apenas por dentro, mas também por fora, com os olhos de terceiros.

2. Orientação e acompanhamento psicológico (também conhecido como psicoterapia). Isso mesmo, terapia, aquela hora semanal que você passa com um psicólogo também é um momento de autoconhecimento.

Eu sei, sei o que vai dizer, sei o que vai pensar. No começo "rola" um certo preconceito do tipo "terapia é coisa de maluco", "eu não preciso disso, não sou doente" ou "se for pagar alguém para me ouvir falar, eu falo para um amigo".

Mas a novidade é que terapia não é coisa de maluco, não é para quem é doente e não é o mesmo que ficar conversando com seus amigos (que muitas vezes, seja franco, acabam resumindo suas questões como "frescura" ou o máximo de conselho que conseguem dar é algo como "faz 'assim', deu certo comigo" ou ainda "vai passar", e você sabe que não vai, sabe que não é tão simples).

A psicoterapia tanto pode ajudar a resolver um problema pontual quanto pode ser uma jornada em busca do autoconhecimento, e, consequentemente, uma vida melhor.

E se acha que não se sente a vontade em falar sobre questões íntimas com um psicólogo (um desconhecido), saiba então que não é o mesmo que sentar ao lado de uma pessoa no ônibus e começar a falar intimidades. Negativo, o psicólogo é um profissional e, como tal, ele possui uma técnica, um método, chamado Rapport, que faz com que a pessoa consiga não apenas dizer o que vem no íntimo, mas até que se expresse melhor. Muitas vezes você chega no consultório e nem sabe como dizer algumas coisas e o psicólogo vai conduzindo a conversa de forma que você vai aprendendo a se expressar sobre a questão, sendo compreendido e claro em sua mensagem.

Parece mágica, mas na verdade se trata de um profissional que possui um ouvido treinado para ouvir você, uma disposição para sua causa, um olhar para sua emoção, um contato com seus sentimentos. O psicólogo sempre levará em conta todos esses fatores e é isso que torna a terapia psicológica tão diferente de uma simples conversa com um amigo, por exemplo.

Não é uma conversa simples, é mais objetiva e decisiva, pois tem um peso maior na vida da pessoa. O psicólogo compreende e valoriza isso.

Como disse antes, o processo psicoterapêutico não é o único caminho para a conquista do autoconhecimento, que é o verdadeiro meio para a felicidade. Existem várias possibilidades, mas todas elas exigem, no mínimo, uma relação intersubjetiva, isto é, ninguém pode transformar ninguém, mas ninguém se transforma sozinho.

Portanto, a terapia pode ser uma atividade para resolução de problemas, mas também pode ser uma prazerosa busca sobre quem somos verdadeiramente.

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